18 setembro, 2007

CLÁSSICO ITALIANO – SEGUNDO TEMPO


VIRGÍLIO: Muito bem, amigos, voltamos a falar ao vivo do Circus Maximus, e já vamos imediatamente ao Senado, onde Plutarco está ao lado do principal dirigente da equipe que enfrentará César. Qual a expectativa de Pompeu para a verdadeira guerra em que se transformou esse jogo, Plutarco?

PLUTARCO: Bom dia, Virgílio. Bem, vamos ouvir da boca do próprio comandante o que ele tem a dizer. E então, Pompeu, tudo bem?

POMPEU: Tudo na santa pax romana.

PLUTARCO: Bom, pra começar, uma polêmica. César diz que seu time é muito agressivo. E você, que cê tem a dizer sobre seu selecionado? Joga bruto ou não joga?

POMPEU: Bruto pode até jogar. Mas não é de apunhalar o adversário pelas costas.

PLUTARCO: Você acha que vai conseguir neutralizar os famosos ataques do adversário?

POMPEU: Não chegamos na final por acaso, né? Se estamos aqui hoje foi graças às belas vitórias sobre sírios e palestinos. Além disso, a gente tem a vantagem de jogar dentro de casa. Acho que é manter a defesa postada e partir pro contra-ataque rápido.

PLUTARCO: Você não teme César? Afinal, trata-se de um cônsul experiente.

POMPEU: Talvez seja um cônsul experiente. Mas não é nenhuma Brastemp. Só temo a deslealdade. Todo mundo sabe que César é um tremendo filho de uma loba!

PLUTARCO: Err... Hmm...

POMPEU: Desculpe, Plu. Não vai tornar a acontecer. Prometo não mais perder a cabeça.

PLUTARCO: Alguma marcação especial?

POMPEU: Nos últimos treinamentos, repeti incessantemente a meus atletas: “marca Antônio, marca Antônio!” Só assim poderemos defender nossa cidadela dos petardos de longa distância.

PLUTARCO: E a formação da equipe, você poderia adiantar?

POMPEU: Bem, nós vamos entrar com a formação tradicional. Homens agrupados, escudos sobre as cabeças, enfim, a formação tartaruga de sempre.

PLUTARCO: E essa versão de que vocês abandonariam o campo de jogo, cedendo a vitória por WO?

POMPEU: Só se for nas calendas gregas! Não, isso é história de César. Ele fala demais. Mas hoje nós vamos provar que nem sempre quem tem boca vem a Roma. Dessa vez, ele vai ter que dobrar a língua. Dobrar a língua, arregalar os olhos e babar um pouco.

PLUTARCO: Obrigado, Pompeu. Voltamos com você, Virgílio.
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VIRGÍLIO: Agradecemos a participação de nossos repórteres, dando mais um show de cobertura nesse clássico que certamente entrará para a história. Fique ligado. Após a luta de gladiadores, traremos ao vivo todas as emoções de César x Pompeu. Quem ficará com a República? Quem será que dirá, ao final: “veni, video, vici”? Quer dizer, “veni, vidi, vicio”... “venio, vidi”... Bom, até lá. (em off, tirando o fone de ouvido) Eita língua complicada, não? Por Jove, juro que às vezes queria vê-la morta!

4 comentários:

Alessandro Ribeiro disse...

“marca Antônio, marca Antônio!”
hahahahahahahahahhahahahahahah

Essa vai para "Os trocadilhos que eu adoraria ter feito"

Muito bom seus textos, cara. O Diego Jock, da Casa do Galo, que me indicou. Não conhecia. Agora, acompanhar sempre.

Gande abraço!
Alessandro

http://obolacheiro.blogspot.com/

Jens disse...

Do c..., porra!
Sim, sim, a inveja é uma merda. Eu sei.

Halem Souza (Quelemém) disse...

Marconi, onde estão as notas de rodapé? As referências são tantas nas duas últimas (e ótimas) postagens que quase me perdi. De todo modo, sensacional. Agora "É legião! E legião! É legião! Renato, eu te amo!", você pegou pesado... Repito, sensacional!

Saramar disse...

rsssssss...
Só rio!
Aliás, além de rir, percebo. E quanto mais percebo, mais rio.

brssssssss.

Você é um grande talento.

beijos