19 setembro, 2007

AMORES FILOSÓFICOS


— Te amo, sabia?
— Quanto?
— Muito.
— Muito quanto?
— Queria passar o eterno retorno contigo.

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— Se eu pedir uma coisa, cê deixa?
— Ai, que é?
— Deixa ou não deixa?
— Ah, fala!
— Deixa?
— Tudo bem, tudo bem! Diz.
(sussurrando) Vamo ali no canto pra eu pôr a coisa-em-si...

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— Te amo, Sophia!
— Ih, lá vem você de novo...
— Juro.
— Sei!
— Olha pra mim. Te quero mais que ninguém!
— Aff... Certo, eu acredito.
— Então, podemos conversar?
— Tá. Mas pelo menos tome um banho antes, sim, Sócrates?

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— Minha querida, você é minha única síntese.
— Ah, é? E aquela tal de Joana?
— Uma simples tese, meu amor.
— Tô sabendo. E a Flávia, ahn?
— Pfff. Aquela ali? Não passou de uma antitesezinha de nada...

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— Só quero dizer que te amo.
— A gente mal se conhece, como é que você pode ter certeza?
— Eu sei.
— Como?
— Sabendo, ora.
— Mas sabendo como?
— A priori, minha linda. A priori.

7 comentários:

Marisinha disse...

Marconi, lindinho:
Você está escrevendo cada vez melhor - mais mais intelectual, mais inteligente e mais chique. O Jens está desvairado de inveja.
Dê lembranças ao dr. Nicomar, no sanatório.
Um beijo.

Ed disse...

Muito bom, rapaz.

edu disse...

eu tb te amo. pronto!

F. Reoli disse...

Velho, a cada vez que passo por esta banda sou acometido por essa lufada de vida inteligente que sopra daqui!
Abração

Anônimo disse...

hahahahahaha

Anita

Gustavo Chaves disse...

adoro essas suas "curtas"

Susana disse...

Nada como ter os "hormônios em festa" hein?????