31 agosto, 2007

PREFIXOS QUE CAEM NA BOCA DO POVO


— E então, doutor?
— Bem, nós fizemos o que pudemos, mas...
— Não, não, por tudo o que há de mais sagrado, doutor, não me diga que o Aurélio está morto!
— Não, não morreu.
— Graças a Deus!
— Mas, infelizmente, ficou paravivo...

------------------------------------

— E aí, bicho? Fala!
— Bom, aí nós finalmente ficamos sozinhos.
— E rolou?
— Quase.
— Putz! Isso quer dizer o quê?
— Parassexo.

------------------------------------

— Como é que é? Não tenho direito à restituição?
— Tecnicamente, não.
— Quer dizer que quarenta por cento de tudo o que eu ganhei esse ano ficou pro governo?
— Uhm-hum, tecnicamente.
— Mas isso é um assalto!
— A senhora me desculpe, mas o termo técnico é pararroubo.

------------------------------------

— Então, Vossa Senhoria admite que esteve no escritório do ministro?
— Algumas vezes, Excelência. Apenas para fazermos sexo ou pra eu usar a escova de dente dele. Mas não o conheço pessoalmente.
— E a depoente quer que esta comissão acredite que isso é verdade?
— Sim, é a mais pura paraverdade, Excelência.

------------------------------------

— Maurício...
— Sim?
— Eu preciso te contar uma coisa.
— Que foi, mulher? Que cara é essa? Diz logo!
— Você precisa ser forte, Maurício.
— Ai, meu Pai, fala de uma vez, tô ficando preocupado!
— A verdade é que... (suspira) Maurício, o Ricardinho é teu parafilho!

11 comentários:

NS disse...

eheheh

Moacy Cirne disse...

Estou parassorrindo até agora. A última, então... será que um parachoque minimizou a surpresa do Maurício?

ACANTHA disse...

PARAbéns... Uma delícia.

Jens disse...

Parassexo? Gostei. É o mesmo que bola na trave, né?
A propósito, é hoje! (Talvez). Parassexo nunca mais!
***
Psiquitiu: hoje pela manhã entrevistei Antonio Augusto (Nico) Fagundes, advogado, sociólogo e tradicionalista gaúcho (tua senhora deve saber de quem se trata). Perguntado sobre que outros brasileiros teriam o mesmo espírito guerreiro e o amor exacerbado que o gaúcho tem pelo seu rincão natal, ele saiu-se com esta: "o pernambucano é o gaúcho à pé". Fui obrigado a discordar, educamente, como é do meu feitio: "o senhor fala isto porque não conhece o Marconi Leal. Tem cara de jagunço, mas é o maior mariquinha com que já me deparei". Em todo o caso, fica o registro.
****
Bom findi. Sei que é difícil, mas tente beber com moderação.
Lembranças minhas à família. Um abraço.

Gustavo Chaves disse...

ficou parabom!

Halem Souza (Quelemém) disse...

E esta postagem é o quê? Um paracrônica? Brincadeira...Calma...Halem amigo... Um abraço.

Vais disse...

Ei Marconi,
Tô aqui não é bem para comentar a postagem em si.
É que lendo "Entranhas e Coelhinhos" do Halem, quando fui fazer o comentário, não teve como evitar, veio a história dos gatinhos da visita dos amigos virtuais.
Bem, citei você e a história lá
Espero que não se importe
Tiau

Ane Brasil disse...

vou fazer um paracomentário:
estive paralendo esse parablog... hehehe
sorte e saúde pra todos!

Lidiane disse...

Só pararindo.
:)

Anita disse...

ótimo! Os comentários estão também criativos. Gostei de tudo.

Márcia(clarinha) disse...

Paracomisso, rsss
beijos