06 junho, 2007

TERRORISMO


Dos animais irracionais, o ser humano é, sem dúvida, o mais apto a provocar danos aos seus semelhantes. Isso, claro, se excetuarmos espécies mais brutas, como os executivos de empresas de planos de saúde e, num grau um pouco menos nocivo, os dragões quando tentam tirar cisco do olho uns dos outros.

Ao longo dos séculos, os homens conseguiram desenvolver uma série de estratagemas e artefatos cujo único fim é machucar ou atentar contra a vida do seu próximo (facas, lanças, revólveres, canhões e CDs de country music). E não só dele, mas até mesmo de seus nem tão próximos assim (mísseis intercontinentais e Canal do Boi).

Dentre as atrocidades perpetradas pelo ser humano, o terrorismo é a mais execrável e absurda. Quer dizer, a parte do sujeito amarrar bombas no corpo e se matar, levando dezenas de pessoas consigo, eu entendo perfeitamente, afinal morei muito tempo com minha sogra. Mas, na minha opinião, condenar alguém a passar a eternidade num lugar com 72 virgens e sem Coca-Cola é de uma desumanidade ímpar.

É provável que pessoas dadas a práticas fesceninas — nenhuma delas leitora deste blog, evidentemente, cujos freqüentadores todos são puros como um personagem de Taunay — imaginem que a vida no paraíso islâmico proporcione um prazer infindo, que seja ele uma espécie de Restaurante Popular sempiterno, onde, a exemplo dos demais, se entra com um pau e se come o quanto quiser.

Humildemente, no entanto, gostaria de chamar a atenção desses merecedores da geena para o fato de que, como Camões, eles estão tendo uma visão parcial da questão.

Não duvido que a função de fornicar em grande volume com mulheres inexperientes tenha o seu lado positivo. Sobretudo se você não for uma das mulheres.

E aos que querem difamar o Éden do Corão, insinuando ser impossível que tenha jovens virgens, produto inexistente no Ocidente, afirmo sua ignorância crassa. Até porque, como todos sabem, lá a entrada de padres católicos é proibida.

Mas, a não ser que seja brasileiro e tenha um mandato eletivo renovável de quatro em quatro anos, é provável que você não passe o tempo todo pensando em f... com outras pessoas. E é aí que está o problema.

(CONTINUA AMANHÃ)

14 comentários:

Flávio disse...

Permita-me reproduzir esta frase do post: "... se entra com um pau e se come o quanto quiser.", parea uma correção que me parece necessária: Quem entra com um pau, não come o que quer... mas o que aguenta! :) Tás otimista, hein? ;)

Manoel Carlos disse...

Não sou platônico, asceta, muito menos diadelfo, mas jamais idealizei um paraíso assim.
Para rir, e muito!, nem precisei imaginar, apenas ler.

Jens disse...

Vivo pensando em f... com outras pessoas, preferencialmente do sexo feminino (mas não obrigatoriamente).
Atenção: eu disse pensando. Só pensando, infelizmente.
***
PS: tô juntando os trocados para comprar o Timbu. Guenta as pontas.

edu disse...

72 virgens eu dispenso. Mas uns dois ou três que saibam muito bem o que fazer... hmmm....

Sandra disse...

Você esqueceu de mencionar, nos tempos "mudernos" o artefato BLOG na arte de "machucar" alguém... Entendeu, né???

E nem vem com a desculpa do feriado para não soltar a segunda parte!!!

Beijos

Yvonne disse...

Poxa, quando estava me deliciando você pára. Aguardo o resto. Beijocas

Anita disse...

opa, voltou bem! Amanhã acompanho o resto.

Serbão (in Memoriam) disse...

Marconi, como já estou por aqui no Além, posso dar um pulinho no Paraíso Muçulmano e te enviar um boletim!!!!

Dourado disse...

Oi,
bem q o Edu disse de vc, da sua irreverência...

Grande texto. Humor maior ainda, como diria eu mesmo, esquece, não precisa de mais nada pra acrescentar.

inté.

wilson disse...

Marconi Leal está de volta.

adelaide amorim disse...

Volto amanhã pra ler o resto. E o Tumbu, hein? Vou ali no link pra ver como se faz (pra comprar o livro, quero dizer). Abraço, Marconi.

Marcelo F. Carvalho disse...

Cara, muito foda (não por causa das 13 virgens), essa crônica tá muito engraçada! Bem escrita. Gostei à beça!
Abraço forte

sidnei disse...

Olha a Fatwa!!!!!!!!!!!!

Marco disse...

Tem uma charge, que foi devidamente amaldiçoada pelos aiatolás, em que aparece o profeta gritando para os homens-boma: "parem!parem! acabaram as virgens!"
E quer dizer que são 72? E pode ter repeteco na degustação? Ou comeu, tirou a virgindade, joga-se fora, como se fosse produto descartável? Sei que você não é perito em islamismo e mais ainda em virgens, mas adoraria tirar estas palpitantes dúvidas... Carpe Diem.