15 março, 2007

AS FÉRIAS DE DEUS


Como bem dizia aquela personagem de Pirandello, a questão metafísica mais importante não é propriamente saber se a gente acredita em Deus e, sim, saber se Ele acredita na gente. Ao lado, claro, desta outra: por que cargas d’água o Tarso Genro fala juntando os dedinhos daquele jeito ridículo?

Acho que depois de desastres como o do tsunami, de calamidades como a guerra no Oriente Médio, dos ataques do PCC em São Paulo e da invenção da Dolly Light, não há muito que ter dúvidas. Ou bem o Onipotente deixou de acreditar em nós ou apenas nos trocou por espécimes mais propensos a evoluir, como o urso panda e o bicho-preguiça, por exemplo. Ou, ainda, por criaturas que tenham algum grau de afinidade, mesmo que distante, com os seres humanos, caso dos macacos, dos políticos e do Alexandre Frota.

Convenhamos, se alguém tão ajuizado quanto Deus estivesse no comando do planeta ou houvesse algum sentido na existência, o mínimo que teríamos de esperar seria que o Dunga fosse proibido de treinar a seleção brasileira ou, pelo menos, que a vocalista da banda Calypso nascesse muda.

Não é o caso. E se, hoje, grande parte da humanidade passa fome, vive na miséria e tem que assistir ao Tony Ramos todos os dias em Paraíso Tropical, o Todo-Poderoso não parece estar muito preocupado com isso.

Dizem as más línguas que o Onisciente saiu para comprar um maço de Hollywood numa galáxia próxima e nunca mais voltou: atualmente tem uma barraquinha de bebidas em Mongaguá, está amancebado com uma hippie de nome Relva Úmida e se converteu ao budismo. Mas isso deve ser mentira. Deus só fuma Continental sem filtro.

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